Gente que faz o bem

Inclusão Social – TODOS somos responsáveis

Para a jornalista Cláudia Werneck, incluir não é, simplesmente, colocar pra dentro quem está fora. Em 2000 ela idealizou e criou a Escola de Gente, uma instituição que tem como objetivo democratizar o conceito e a prática da sociedade inclusiva por meio de ações de direito e de comunicação. Nesta entrevista ao Portal do Voluntário ela fala sobre seus projetos, inclusão social e ensina que todos somos cidadãos responsáveis pela qualidade de vida do nosso semelhante, por mais diferente que ele seja ou apenas nos pareça ser.

Portal do Voluntário - Por que você resolveu dedicar seu trabalho à inclusão?

Cláudia Werneck - Em 1991, eu era chefe de reportagem da revista Pais&Filhos, da Editora Bloch. Neste mesmo ano, fiz uma matéria sobre síndrome de Down que mudou totalmente o rumo de minha vida pessoal e profissional. Com essa matéria ganhei meu primeiro prêmio como jornalista, da Associação Médica Brasileira e decidi escrever o livro Muito prazer, eu existo – sobre as pessoas com síndrome de Down. Este foi o primeiro livro sobre o assunto escrito no Brasil para leigos. O sucesso desta obra e seu impacto na qualidade de vida de crianças, adolescentes e jovens com síndrome de Down, envolvendo suas famílias, o que pude atestar em função das mais de duas mil cartas recebidas, me levou a pedir demissão da revista e a criar o projeto jornalístico Muito prazer, eu existo, com o objetivo de disseminar informações sobre deficiências e doenças crônicas para adultos e crianças.

Continuei pesquisando o tema e em 1994 lancei a Coleção infanto-juvenil Meu Amigo Down. Depois, seguiram-se os livros: Um amigo diferente? (1996); Ninguém mais vai ser bonzinho, na sociedade inclusiva (1997); Sociedade Inclusiva. Quem cabe no seu TODOS? (1999); Mas ele não é mesmo a sua cara? (2000) e Você é gente? (2003). A maioria desses livros está traduzida e publicada em inglês e espanhol pela WVA Editora, especializada no tema inclusão desde 1993.


Portal do Voluntário - Como surgiu a ONG Escola de Gente?

Cláudia Werneck - A Escola de Gente – Comunicação em Inclusão foi fundada em abril de 2002 como decorrência natural de ações desenvolvidas, desde 1992, por um grupo de jornalistas e publicitários certos de que a comunicação é uma área do conhecimento ainda pouco utilizada em prol da inclusão de grupos em situação de vulnerabilidade na sociedade, especificamente de pessoas com deficiência. Este grupo se uniu justamente a partir do lançamento, pela WVA Editora, do livro Muito prazer, eu existo. O sucesso do livro foi, na época, um elemento aglutinador de vários projetos de inclusão no Brasil e no exterior e também de profissionais da mídia que após me entrevistarem sobre síndrome de Down ficaram para sempre interessados no assunto. De 1992 a 2001, diversas parcerias neste sentido aconteceram com instituições do primeiro, segundo e terceiro setores no Brasil e no exterior. Com o apoio da WVA Editora, este grupo foi se fortalecendo e, em abril de 2002, decidiu se instituir como uma organização do terceiro setor. Nasceu, então, a Escola de Gente – Comunicação em Inclusão (escola de gente no sentido de seguidores incondicionais de gente).

Portal do Voluntário - Qual sua principal missão?

Cláudia Werneck - Nossa missão é transformar a sociedade em um ambiente inclusivo, por meio de ações de direito e de comunicação, assumindo a diversidade humana como um valor inquestionável para que pessoas com e sem deficiência exerçam seu direito à participação desde a infância.

Portal do Voluntário - Quais são seus projetos principais?

Cláudia Werneck - A Escola de Gente desenvolve projetos, pesquisas e ações que colocam a comunicação a serviço da inclusão de grupos em situação de vulnerabilidade na sociedade, principalmente de pessoas com deficiência que vivem em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Atuamos na qualificação sistemática da mídia e de formadores de opinião de diversas formas, como, por exemplo, da elaboração e distribuição gratuita dos Manuais da Mídia Legal e do Manual sobre Desenvolvimento Inclusivo. Criamos e implementamos cursos em empresas e instituições por meio do Núcleo Corporativo e temos uma forte atuação na área de influência em políticas públicas e juventude. Participamos do Conselho Nacional de Juventude da Secretaria Geral da presidência da República. Temos nos tornado também conhecidos na capacitação de jovens brasileiros, com e sem deficiência, para que se tornem multiplicadores do conceito e da prática da inclusão por meio dos projetos Encontros da Mídia Legal, Oficineiros da Inclusão e Os Inclusos e os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade. Este último é um projeto de arte-transformação social. Todos esses projetos têm planejamento estratégico, são avaliados e, alguns, meta-avaliados.


Portal do Voluntário - De agosto de 2001 a agosto de 2002, você desenvolveu o projeto “Quem Cabe no seu TODOS?” capacitando jovens para se tornarem multiplicadores do conceito da inclusão. Quais foram os principais resultados deste projeto?

Cláudia Werneck - O projeto capacitou 2.127 pessoas, sendo 1.215 adolescentes e jovens. Todas as regiões do país foram atendidas, nove estados foram visitados e 21 cidades receberam as 89 Oficinas Inclusivas realizadas por mim e por estudantes de jornalismo. Além disso, durante o projeto, mobilizamos estrategicamente e operacionalmente 100 ONGs parceiras, 116 escolas atendidas e 559 educadores capacitados. Este projeto foi apoiado pela Save the Children Suécia, Fundação Banco do Brasil, Petrobras e WVA Editora.

Portal do Voluntário - Os jovens estão mais abertos a este assunto?

Cláudia Werneck - Ao sair pelo país para realizar as Oficinas Inclusivas, dentro deste projeto, eu tinha pressa, muita pressa, e a convicção de ser capaz de impedir com a metodologia que criara e então iria testar, que novas levas de jovens brasileiros crescessem como nós, adultos no mínimo inábeis e ingênuos – ainda que bem intencionados -, no trato com a questão da deficiência, em qualquer espaço familiar ou social.

Durante todo o projeto fui questionada: por que direcionar a capacitação para os alunos e não para os professores? Porque acredito que a criação de escolas inclusivas está associada, necessariamente, a uma aliança estratégica entre alunos e professores, ou seja, entre adolescentes e adultos. Não percebo que esta aliança venha sendo valorizada nos projetos do primeiro, segundo e terceiro setores dos quais tomei conhecimento.


Portal do Voluntário - O que são as Oficinas Inclusivas?

Cláudia Werneck - As Oficinas Inclusivas são um conjunto de dinâmicas que têm por objetivo propiciar vivências, despertar reflexões e disseminar informações sobre inclusão de grupos vulneráveis na sociedade, especialmente de pessoas com deficiência. Essas dinâmicas foram construídas para levar os participantes das Oficinas a conhecer e a se interessar por normas e leis, nacionais e internacionais, que defendem a construção e a disseminação de sociedades inclusivas pelo mundo. Esta metodologia foi uma das cinco vencedoras na categoria Idéia Inovadora em Mobilização de Recursos do Prêmio Empreendedor Social Ashoka-McKinsey 2002.

Elas são o principal serviço oferecido pela Escola de Gente, sendo dirigidas, principalmente, para empresas, escolas, universidades e outras instituições preocupadas em debater e praticar o conceito de inclusão em seus ambientes profissionais e educacionais.

Portal do Voluntário - E os Oficineiros da Inclusão?

Cláudia Werneck - O projeto Oficineiros da Inclusão tem por objetivo capacitar, monitorar e avaliar sistematicamente uma equipe de 25 Oficineiros, composta por universitários e jovens líderes de projetos sociais do estado do Rio de Janeiro, qualificando-os para realizar as Oficinas Inclusivas. A idéia é que esses Oficineiros ao atuarem com outros adolescentes e jovens estabeleçam um processo cíclico de mobilização e multiplicação do conceito de sociedade inclusiva. Com isso, a Escola de Gente deseja expandir o movimento de universitários e estudantes pela inclusão.

No ano de 2004, o projeto se expandiu para o Paraguai e a Escola de Gente criou duas células dos Oficineiros da Inclusão no país, sendo uma em Assunção e outra na Cidade do Leste. A capacitação dos Oficineiros paraguaios contou com a participação de Oficineiros brasileiros. Todas as informações sobre este intercâmbio estão no site da Escola de Gente, no link projetos (www.escoladegente.org.br). Os Oficineiros realizaram 67 Oficinas Inclusivas realizadas desde outubro de 2003; média de 1.675 jovens atendidos pelos Oficineiros nas Oficinas; média de 6.700 pessoas atingidas indiretamente pelo trabalho dos Oficineiros: no ano de 2004, o projeto se expande para outros países da América Latina criando duas células no Paraguai, com mais quatro Oficineiros da Inclusão (Cidade do Leste e Assunção); a metodologia das Oficinas Inclusivas está sistematizada, avaliada e meta-avaliada, tornada pública em português e em espanhol no site da Escola de Gente e em livro;  desde abril de 2005, os Oficineiros têm um programa semanal na rádio MEC AM 800 produzido e apresentado por eles; Escola de Gente se prepara para criar a Rede de Juventude Oficineiros da Inclusão.

Há um ano um grupo de cinco Oficineiros da Inclusão vem produzindo e apresentando o Programa de Rádio Oficineiros da Inclusão, veiculado pela Rádio MEC. Nele, os jovens discutem temas voltados para a sociedade inclusiva e a diversidade. O diferencial do programa é o fato de ser transcrito para estar no ar no mesmo momento. Com isso o projeto cumpri sua missão de gerar informação para todas as pessoas. O programa vai ao ar todo domingo, às 14h, na Rádio MEC 800 AM ou pelo site www.radiomec.com.br. A transcrição pode ser acessada pelo site da Escola de Gente.


Portal do Voluntário - Em 1990, a Resolução 45/91 da ONU estabeleceu o conceito de sociedade inclusiva propondo a construção de uma sociedade para todos até 2010. O que é uma sociedade inclusiva? Estamos perto de tornar esta proposição da ONU uma realidade?

Cláudia Werneck - Uma sociedade inclusiva é aquela capaz de contemplar sempre, todas as condições humanas, encontrando meios para que cada cidadão, do mais privilegiado ao mais comprometido, exerça o direito de contribuir com seu melhor talento para o bem comum.

No meu livro Ninguém mais vai ser bonzinho, na sociedade inclusiva, 1997, editado pela WVA Editora, está assim descrito o ideal de um mundo inclusivo: “A sociedade para TODOS consciente da diversidade da espécie humana, deve estruturar-se para atender às necessidades de cada cidadão, das maiorias e minorias, dos privilegiados aos marginalizados. Ciranças, jovens e adultos com deficiência serão naturalmente incorporados à sociedade inclusiva, definida pelo princípio: TODAS as pessoas têm o mesmo valor. E assim, trabalhariam irremediavelmente juntas, com papéis diferenciados, dividindo igual responsabilidade por mudanças desejadas para atingir o bem comum”. 

Na contracapa do mesmo livro há outra definição aqui produzida: “Na sociedade inclusiva não há lugar para atitudes como ‘abrir espaço para o deficiente’ ou ‘aceitá-lo’, num gesto de solidariedade, e depois bater no peito ou ir dormir com sensação de ter sido muito bonzinho. Somos apenas – e isto é o suficiente – cidadãos responsáveis pela qualidade de vida do nosso semelhante, por mais diferente que ele seja ou apenas nos pareça ser”. 


Portal do Voluntário - Você destaca a diferença entre inclusão social e integração social. Por quê?

Cláudia Werneck - A inclusão é incondicional, é fazer do mundo um mundo para TODOS mesmo, sem tirar ninguém. Integração é inserir um grupo de “excluídos”. Por exemplo, preparar uma pessoa com deficiência para estudar em um colégio regular. Ela não precisa de preparo – o que entende ser necessário o conceito de integração. Todos são aptos para vivenciarem situações comuns – é o que pressupõe o conceito de inclusão.

As pessoas só existem na diversidade, porque nunca nasceu nem nascerá um ser humano que seja igual ao outro, pelo menos com o que sabemos hoje. “Respeitar” uma pessoa com deficiência já é julgá-la, atribuir-lhe um valor e, de alguma forma, sentir-se superior a essa pessoa como representante da espécie homo sapiens. Quem vale mais? Que criança merece mais estar em uma “escola de qualidade”, uma criança com deficiência intelectual ou uma criança com uma inteligência exemplar? Pela inclusão, a resposta é ambas, e estas perguntas não fazem qualquer sentido, porque ambas as crianças têm o mesmo valor humano. O conceito de inclusão nos ensina não a tolerar, respeitar ou entender a deficiência, mas sim a legitimá-la, como condição inerente ao “conjunto humanidade”. Mais do que acreditar na diversidade, é preciso desenvolver uma ética inspirada na diversidade. Não existem os especiais ou os diferentes, porque todos temos características únicas e singulares. É preciso estancarmos esse processo secular de criar comparações, categorias, cotas de condições humanas, achando natural decidir quando e de que forma um grupo pode ou não pode estar em algum espaço social em função da forma como enxerga, ouve, pensa ou se move.  

Portal do Voluntário - Por que, quando falamos de inclusão parece que estamos falando de propostas para pessoas com deficiência?

Cláudia Werneck - Porque “os incluídos” acreditam que o grupo de “excluídos”, no caso de pessoas com deficiência, é um grupo estático, mas não é. A sociedade inclusiva não é uma proposta dirigida a quem é minoria, mas sim a quem está em minoria por qualquer razão. Inclusão não é colocar para dentro quem está fora. No Brasil, ou as pessoas associam a expressão inclusão à pobreza ou a associam à deficiência. Imaginar que uma pessoa possa, ao mesmo tempo, ser pobre e deficiente, é algo que foge ao perfil da maioria das políticas públicas de desenvolvimento socioeconômico. 

Portal do Voluntário - A Escola de Gente desenvolveu e disponibiliza o Manual da Mídia Legal – Comunicadores pela Inclusão. No que consiste este manual?

Cláudia Werneck - A série de Manuais da Mídia Legal é o resultado mais visível do projeto Encontros da Mídia Legal, que em 2005, chegou a sua 4ª edição. Este projeto reúne e capacita a cada Encontro 15 jovens, cinco de ciências sociais, cinco de direito e cinco de jornalismo, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e, neste último ano, também alunos da Universidade de São Paulo (USP). O objetivo é transformar estes jovens em Agentes da Inclusão, por meio de uma capacitação com especialistas na temática, Ministério Público e Escola de Gente. Os Encontros também promovem quatro debates abertos à comunidade. Os Manuais são elaborados durante a capacitação dos jovens e depois são distribuídos gratuitamente, com patrocínio da Petrobras, que também apóia os Encontros. Basta fazer o pedido no site da Escola de Gente. O Manual a que você se refere é o primeiro da série, que já teve como tema também saúde, educação e políticas de inclusão. Os Manuais trazem uma análise crítica dos meios de comunicação brasileiros. Neles é possível saber mais sobre a legislação brasileira que trata do tema e terminologia.

Portal do Voluntário - Como, na sua opinião, a mídia tem tratado o tema?

Cláudia Werneck - A mídia ainda trata a temática inclusão como algo especial e diferenciado. Quando o profissional de comunicação se percebe apenas como alguém que vai documentar a história, e que não tem a missão de interferir nessa história, a mídia acaba reproduzindo, em ciclos, matérias descontextualizadas e atemporais. Isso é exatamente o retrato do momento que estamos vivendo hoje. Grande parte das matérias publicadas sobre deficiência não tem trazido nada de novo, são antigas e elitistas, embora estejam gerando grande comoção nos meios de comunicação e na sociedade como se fossem inovadoras, mas não são.      

Portal do Voluntário - As pessoas com deficiência são discriminadas no Brasil? De que forma se dá esta discriminação?

Cláudia Werneck - Todos nós somos, simultaneamente, vítimas e agentes de processos de discriminação em função de qualquer diferença. O aluno “mais inteligente” da escola também enfrenta discriminação. Basta estarmos em minoria que o risco de ser discriminado é potencializado, não importa o grau de cultura e de riqueza do indivíduo. A desinformação é apenas um lado da construção da discriminação, processo que começa a se instalar ainda na infância de cada indivíduo. Somos experts na arte de discriminar. Talvez seja a lição que melhor aprendemos. A saída, para combater com eficácia essa prática de formar gerações de brasileiros que discriminam com perfeição, é reestruturar o sistema educacional brasileiro, disseminando no país escolas inclusivas.

Portal do Voluntário - Leis específicas asseguram direitos aos deficientes. Como fazer valer estes direitos na prática?

Cláudia Werneck - Você fala de leis específicas ou de leis especiais? Pessoas com deficiência não precisam de leis especiais, precisam apenas de previsão nos orçamentos – nas leis comuns - de ajudas técnicas que lhes garantam ter acesso aos direitos gerais. 

Por exemplo. O direito de se comunicar e o de ir e vir de pessoas com deficiência estão garantidos, mas como não são cumpridos, foram criadas leis que hoje estão regulamentadas no Decreto Federal nº 5.296/04. Este Decreto trata das especificidades de pessoas com deficiência para o exercício de direitos gerais.

Portal do Voluntário - O que é uma escola realmente inclusiva? Já existe alguma escola assim?

Cláudia Werneck - Esta proposta está registrada em documentos nacionais e internacionais que, muitas vezes, ao invés de contribuir para a sua implementação, a dificultam, por serem confusos ao definir a amplitude do conceito. A melhor explicação é a da professora Maria Teresa Égler Mantoan, da Unicamp: “a escola inclusiva nada mais é do que a conseqüência natural de uma escola de qualidade para todos.” Aí começam os problemas porque a expressão escola de qualidade para todos é utilizada no mundo inteiro por profissionais de diversas áreas, por governantes e aspirantes a governantes das mais distintas correntes políticas.

Portal do Voluntário - Algumas empresas começam a contratar pessoas com deficiência. Podemos considerar um avanço no caminho da inclusão?

Cláudia Werneck - Não basta contratar pessoas com deficiência se não houver uma política de inclusão empresarial e a diversidade for realmente um dos valores da empresa. A Escola de Gente acredita que a política de inclusão empresarial deve ser construída coletivamente com funcionários de áreas estratégicas, a partir de um diagnóstico dos seis itens de acessibilidade (comunicacional, atitudinal, arquitetônica, metodológica, instrumental e programática) – respeitando a legislação nacional e internacional, como o Decreto Federal nº 5.296/04 - , do desenvolvimento de ações e da utilização de ferramentas de sensibilização/mobilização, criando multiplicadores do conceito de inclusão dentro da empresa.

Portal do Voluntário - A Campanha da Fraternidade deste ano é dedicada às pessoas com deficiência. O que você achou desta iniciativa da CNBB?

Cláudia Werneck - Estamos acompanhando esse processo há um ano. Uma das conselheiras consultivas da Escola de Gente, Eugênia Augusta Fávero, procuradora da república do Ministério Público, está orientando a campanha desde seu início. A campanha acolheu as ajudas do movimento pela inclusão e isso foi decisivo para que a iniciativa se consolidasse.    

Portal do Voluntário - Quais os próximos projetos da Escola de Gente?

Cláudia Werneck - A Escola de Gente está se expandindo para a América Latina e para a Ibero-América. Temos produzido conteúdo sobre inclusão em espanhol. Desde de 2004, existem duas células dos Oficineiros da Inclusão no Paraguai. A intenção é buscar parcerias com outras organizações para que isso ocorra em vários países. Já atuamos também no Uruguai e na Argentina e daremos uma palestra na Colômbia e outra em Madri ainda neste ano. Uma área que vem crescendo muito dentro da nossa organização é a de influência em políticas públicas, principalmente na área de juventude. Fazemos parte do Conselho Nacional de Juventude, com duas vagas: titular e suplente, e nosso objetivo é transformar as políticas públicas em políticas públicas inclusivas. Mas a intenção é dar continuidade a todos os projetos com os quais já trabalhamos. 

Perfil de Claudia Werneck
Claudia Werneck é jornalista, empreendedora social e escritora, autora de dez livros sobre inclusão, para crianças e adultos, recomendados por Unesco e Unicef. Possui o título de Jornalista Amiga da Criança concedido pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) e Fundação Abrinq. É consultora do Banco Mundial na área de desenvolvimento inclusivo e comunicação e integra duas redes internacionais de líderes empreendedores sociais, acumulando os títulos de líder Avina e fellow Ashoka. Idealizou e preside a ONG Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, que reúne jornalistas e publicitários em prol da construção da sociedade inclusiva no Brasil. (Fonte: Portal do Voluntário)


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