Jesus Cristo

Os últimos serão os primeiros

Gilda Carvalho
gilda@puc-rio.br

Jesus nos conta a seguinte parábola.  O dono de uma vinha chamou trabalhadores para a colheita. A uns chamou pela manhã, outros ao longo do dia e outros, ainda, no fim do dia.  A todos, compromete-se com o mesmo pagamento.  Naturalmente, aqueles que começaram a trabalhar ainda cedo reclamaram ao patrão por ter recebido o mesmo montante dos outros que trabalharam apenas uma pequena parte do dia.  Para o patrão, porém, está feita justiça: pagou a todos conforme o combinado e, ademais, dispôs daquilo que é seu.  Se, aos olhos do empregado que se considera lesado aquilo era injusto, ao patrão foi apenas um acerto de contas equânime, dentro dos limites que tinha estabelecido. 

Muitas vezes assumimos o papel dos trabalhadores que reclamam por ter trabalhado tanto enquanto outros que não sofreram as mesmas penas recebem a mesma recompensa.  Assim o é na vida civil e na vida cristã.  Mas, para Deus, não importa o “tempo de casa” ou aquilo tudo que já demos: importa com que amor o demos, com que dedicação o fizemos.  Além disso, o Senhor nos dá a Sua graça e esta Ele dispõe como deseja.  Essa é a aparente contradição: a perspectiva humana entende que o pagamento deve ser correspondente ao tempo ou à responsabilidade do trabalho.  Deus, não.  Ele entende que pode dispor do que é seu e dá a cada um como considera o seu merecimento. 

Por isso, a conclusão de Jesus: “os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.” (Mt, 20, 16a).  Não se trata de uma conclusão injusta, mas uma conclusão que iguala todos os filhos e filhas de Deus, na busca de eximir entre aqueles a tentação de preferências e predileções. Deus nos criou e nos quer iguais, irmãos.  Não há para Ele qualquer distinção entre nós, nem tampouco qualquer relação de superioridade: Seus olhos nos enxergam iguais, tal como os olhos de um pai ou uma mãe enxergam seus filhos.

Não há, portanto, no querer de Deus, distinção no amor que dedica aos homens. E é esta a mensagem que Jesus nos revela através dessa parábola que tanto nos interpela porque apresenta uma situação onde o pagamento em conformidade com o esforço do trabalho poderia parecer a situação mais justa.  Contudo, temos que ter em mente o amor de Deus, que nos desconcerta por revelar-se – ele, sim – justo.

Texto para sua oração: Mt 20, 1-16a


Compartilhe
Envie por email
Imprimir
voltar topo da pagina

Contém Amor

Contém Amor

Agenda

Guia do Empreendedor...

Audioteca Sal e Luz...

Enquetes

Você está otimista para 2015?

 Sim

 Não

 Não sei

Ver resultado

Outras enquetes

Amaivos 2012 - Todos os direitos reservados.