Jesus Cristo




Multiplicou pães e peixes

Gilda Carvalho
gilda@puc-rio.br

Jesus pregava a uma multidão que o seguira até o outro lado do lago de Tiberíades, em um lugar deserto e afastado.  Ao olhar o povo que vinha ao seu encontro, Jesus pergunta aos discípulos sobre onde comprar pão para que pudessem todos comer. Felipe responde-Lhe que nem duzentas moedas de prata bastariam para comprar ao menos um pedaço de pão para cada um, tamanha a quantidade de gente. André diz que há ali apenas um menino com cinco pães e dois peixes. O que acontece a seguir é bastante conhecido: Jesus toma os pães e os peixes, os abençoa e distribui ao povo, que come até saciar-se e, do total distribuído, sobram ainda doze cestos cheios. 

Deixa claro que estar ali é mais importante que comer e que descansar. Mais que de cama e comida, aquela multidão é sedenta da palavra e da presença de Deus; e Jesus sabe disso.  Tem compaixão daquele povo carente e sabe que, ainda que pobres, todos têm ali algo para dividir.  E do gesto dos apóstolos que apresentam os pães e peixes que possuem – e que talvez fossem apenas o suficiente para alimentar o Mestre e seu grupo – Jesus ensina ao povo que também ele pode dividir.  E, de divisão em divisão, de partilha em partilha, todos comem e se saciam – e sobra!

Depois, temos que antes da divisão, Jesus abençoa os alimentos.  Não se trata, portanto, de um simples partilhar, mas partilhar sob a benção de Deus, partilhar aquilo que é agradável ao Senhor.  O gesto de abençoar não é o causador do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes; sua causa está antes no disponibilizar o (ainda) pouco para todos.  A benção é como que o aval ou a aceitação de Deus àquele gesto: temos pouco, mas o que temos é colocado em comum!  Deus abençoa ao que dá com alegria, ao que disponibiliza o mínimo que tem para ajudar o outro – e faz multiplicar o que aos olhos humanos parece pouco.  Tal como na parábola dos talentos, tal como em tantas outras passagens em que Jesus nos conclama a dividir e a partilhar, vivendo, assim, como verdadeiros irmãos.

Por fim, o resultado que reflete o convite de Jesus à partilha do que somos e temos.  Se tudo colocamos em comum e a serviço de todos, teremos sempre a abundância – note-se que a multidão é saciada e ainda há sobra; portanto, abundância!  O que causa a escassez, a desigualdade, a miséria é, pois, o egoísmo, o não desejar partilhar, o não colocar a serviço. Do pouco, o Senhor faz muito, multiplica os dons, os bens, o tempo, enfim, o que for necessário para todos possam usufruir de tudo.

Se tivermos Deus como centro de nossas vidas – como naquele dia Ele o fora para a multidão – saberemos atender ao seu pedido de colocarmos tudo em comum, poderemos viver uma situação de justiça social, em que todos tenham tudo que lhes é necessário à dignidade da vida e, enfim, teremos abundância: de alimentos, de recursos, de saúde, de vida.

Texto para sua oração: Mt 14, 13-21 ou Jo 6, 1-15


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