Em Destaque




Os pais de Jesus Cristo

Desde criança aprendemos que Jesus Cristo tem dois pais: o pai do céu, Deus, e o pai da terra ou adotivo, José.  Ele os teve e herdou de ambos marcas profundas, daquelas que só ficam nos que vivem intensamente a experiência do encontro e do conhecimento do outro.

Não sabemos precisar o tempo de convivência de Jesus com José, pois os Evangelhos não nos dizem quando ou em que circunstâncias que ele morreu.  Sabemos, porém, que o esposo de Maria era um homem bom e justo, cumpridor de seus deveres como judeu e cidadão.  Era também trabalhador, exercendo o ofício de carpinteiro.  José era noivo de Maria, quando Ela recebeu o anúncio do anjo de que seria a Mãe do Messias. Isto que pressupõe um relacionamento entre ambos e ele teve, obviamente, suas dúvidas. Mas a sinceridade do relacionamento, o respeito que nutria pela noiva e - por que não? - o amor apaixonado que tinha por aquela a quem havia escolhido como esposa fizeram com que a recebesse grávida e a acolhesse em sua casa.  Junto com Maria, viveu a espera da chegada do Menino e cuidou dos dois, generosamente, nas andanças que se sucederam a partir de Belém.

Em sua infância, Jesus teve a presença de José.  No episódio de sua perda no templo de Jerusalém aos 12 anos, o pai terreno ainda estava lá.  Portanto, é provável que nesse período de convivência tenha aprendido muitas coisas de seu pai terreno.  Dele recebeu a fé, o zelo pelas coisas de Deus, o respeito aos outros, a compaixão própria daqueles que primeiro tentam entender a razão dos outros antes de pré-julgá-los. Aprendeu, ainda, o ofício que O ajudou a sustentar a mãe viúva até que começasse a sua vida pública.  E também herdou o amor à família e aos amigos. José marcou Jesus em sua educação, no sentido mais próprio da natureza do ser humano que isso significa.  Foi esta presença paterna, masculina e amorosa que o constituiu como o homem terreno que foi: ciente de seu tempo e pronto para a ação.

O pai do céu, por sua vez, revelou-Se no mais profundo da intimidade de Jesus com o seu Deus.  A experiência de Jesus de Nazaré não ficou retida às dimensões do templo ou das limitações impostas pela fé dos sacerdotes.  Para além dessas, Ele experimentou a plenitude da intimidade com Deus, que se revelou primeiramente como Seu pai e, que Ele apresentará como o pai de toda a humanidade. É por essa certeza que Jesus nos ensinará a chamá-lo de Abbá! – Paizinho!

Aos poucos, Jesus revela que Ele e o Pai são uma só pessoa, ambos unidos na Trindade com o Espírito Santo.  Nela está expressa a intimidade de amor vivida pelas três pessoas divinas.  Contudo, a dimensão humana experimentada pelo Filho amado de Deus irá aproximar toda a humanidade do amor paterno revelado por Jesus ao mundo.

Se pudéssemos olhar para nossos pais – vivos ou mortos – e descobrir em suas vidas a mão amorosa do Senhor que se revela também hoje como Pai para cada um de nós.  Só a experiência humana poderá nos aproximar do reflexo do divino.  Portanto, que cada pai terreno possa ser também um testemunho do amor de Deus por seus filhos e filhas.

 

Autor : Gilda Carvalho
Compartilhe
Envie por email
Imprimir
voltar topo da pagina

Contém Amor

Contém Amor

Agenda

Guia do Empreendedor...

Audioteca Sal e Luz...

Enquetes

O que você pretende mudar na sua vida em 2015?

 ter mais tempo pra minha família

 mudar de emprego

 viajar mais

 ajudar em um projeto social

 cuidar mais do meio ambiente

Ver resultado

Outras enquetes

Amaivos 2012 - Todos os direitos reservados.