Saúde

O cigarro está fora de moda e dentro das estatísticas fatais

A cortina de fumaça que envolvia de charme artistas de cinema em décadas passadas, agora ofusca a saúde pública mundial. Produz dependentes em escala planetária, aumenta a lista das doenças incuráveis e encurta a vida de milhares de pessoas, que um dia compraram o cigarro acreditando comprar também a elegância e o vigor da juventude propagados pelos filmes e por campanhas publicitárias. Atualmente a moda é não fumar. É com esse slogan que a Organização Mundial da Saúde (OMS) comemora hoje o Dia Mundial Sem Tabaco.

O falso glamour do tabaco é desmascarado pelas estatísticas (leia quadro). Cinco milhões de pessoas no mundo morrem de doenças provocadas pelo uso do cigarro todos os anos. No Brasil, são produzidas 200 mil vítimas do tabaco anualmente. Essas mortes prematuras, segundo o Ministério da Saúde, poderiam ser evitadas se os pacientes abandonassem o vício a tempo. De acordo com as estatísticas, nove entre dez pacientes com câncer de pulmão são fumantes.

A chefe de Controle do Tabagismo, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Tânia Cavalcanti, destaca que no Brasil as ações para o controle do tabagismo têm se mostrado eficientes. Nos últimos quinze anos, houve redução de 32% no número de fumantes com mais de quinze anos. Entre os jovens, a porcentagem de fumantes caiu de 14%, em 1989, para 10%, em 2001. “O controle do tabagismo no Brasil é referência mundial. Tivemos uma redução significativa nos últimos anos, mas ainda há muito trabalho a ser feito”, afirma Tânia.

Ela lembra, por exemplo, que apesar de existir uma lei federal (9.294 de 1996) que proíbe as pessoas de fumarem em locais públicos e fechados, a correta aplicação desta lei ainda não é levada a sério nos estados brasileiros. A medida pouparia as pessoas que não fumam de se tornarem fumantes passivos. Uma pesquisa publicada recentemente na Inglaterra comprovou que o tabagismo passivo mata três vezes mais que os acidentes de trabalho.

As crianças são as principais vítimas do cigarro. Indefesas, elas estão mais expostas a doenças respiratórias como asma, rinite e sinusite, principalmente em decorrência da fumaça do cigarro. Muitas, por causa das mães, se tornam vítimas do tabaco antes mesmo de nascer. Pesquisas demonstram que as mães que fumam durante a gravidez têm mais chances de abortarem ou terem descolamento na placenta durante a gestação. Se o bebê sobrevive aos danos da fumaça, que rompe a barreira placentária, a luta passa a ser pela sobrevivência fora do útero. “A fumaça do cigarro pode provocar a Síndrome da Morte Súbita em recém-nascidos expostos ao ambiente poluído”, afirma Tânia Cavalcanti.

A preocupação em combater o tabagismo tornou-se uma luta de todos os países. O resultado disso foi a aprovação pela Assembléia Mundial de Saúde, em fevereiro deste ano, de uma convenção para o controle do tabaco. Os países que integram a Organização Mundial de Saúde (OMS) e que queiram ratificar o tratado poderão assinar o documento a partir de 16 de junho deste ano até 29 de junho de 2004. O objetivo da convenção é reduzir o tabagismo e proteger a população contra as doenças relacionadas ao fumo. Esse é o primeiro tratado internacional sobre saúde pública patrocinado pela OMS.

O conteúdo da convenção se aproxima das medidas antitabaco em implantação no Ministério da Saúde. “O Brasil já avançou muito do ponto de vista da restrição da publicidade do tabaco. Temos agora que avançar na área do controle da comercialização, restringindo os pontos de venda do tabaco e implementando uma política de aumento do imposto para o cigarro combinada com o combate ao contrabando”, defende o ministro da Saúde, Humberto Costa.

NÚMEROS

O cigarro é culpado por:

· 200 mil mortes no Brasil.
· 25% das mortes causadas por infarto do miocárdio e angina,
· 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio entre as pessoas com menos de 65 anos.
· 85% das mortes causadas por bronquite e enfisema.
· 90% dos casos de câncer no pulmão.
· 30% das mortes provocadas por câncer de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero.
· 25% das doenças vasculares, como o derrame cerebral.


(Fonte: Agência Brasil - ABr)

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