Educação

MATÉRIA: Desigualdade racial só muda com inclusão educacional, diz especialista

O Ministério da Educação (MEC) está colocando em prática políticas afirmativas para reduzir a desigualdade racial no país. Entre essas políticas estão o resgate e valorização da raça negra por meio da educação nas áreas remanescentes de quilombos, a manutenção de fóruns de discussão sobre a questão racial e a garantia de acesso de alunos negros ao ensino superior por meio de cursinhos populares e cotas.

A coordenadora de Diversidade e Inclusão Educacional da Secretaria de Educação Continuada e Diversidade (Secad/MEC), Maria Auxiliadora Lopes, acredita que existe no Brasil um “mito da democracia racial”, que serve como fuga para a falta de apoio às políticas afirmativas. Para ela, somente com a inclusão educacional essa realidade poderá mudar.

“Nós todos somos iguais na lei. Mas, na verdade, nós não somos iguais. Ninguém nunca soube que era discriminatório ter somente alunos brancos na universidade. Agora, de uma hora para outra, a lei é discriminatória, porque está colocando alunos negros lá”, ressaltou Maria Auxiliadora, durante palestra aos alunos da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).

O trabalho nas comunidades quilombolas é uma das ações propostas pelo ministério como forma de valorizar a cultura afro-brasileira. Atualmente, o MEC estuda cerca de 150 comunidades, explorando suas atividades culturais e fortalecendo a educação por meio de projetos pedagógicos, além da construção e reforma de escolas nessas regiões.

Maria Auxiliadora lembra que existe previsão orçamentária dentro do Plano Plurianual da Educação para ações nas áreas remanescentes de quilombos, mas que quase não há procura por parte das prefeituras. No período 2001-2003, foram previstos R$ 200 mil e apenas R$ 23 mil foram gastos. Agora, o montante chega a R$ 1,2 milhão e R$ 750 mil já foram empenhados.

“Por incrível que pareça, sempre sobra dinheiro”, destaca Auxiliadora, que foi uma das coordenadoras do estudo que traçou o perfil da Comunidade Quilombola dos Kalungas (a cerca de 120 km de Brasília).

Outra política conduzida pelo MEC é a criação de cursinhos populares para incentivar alunos pobres e negros a disputar uma vaga no ensino superior. Por meio do Projeto Inovador de Cursos (PIC), entidades sem fins lucrativos podem solicitar recursos ao MEC para montar um sistema e oferecer aulas aos estudantes, geralmente excluídos dos pré-vestibulares pagos. (Fonte: Agência Brasil)


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