Gente que faz o bem




"Ministro da eucaristia é serviço"

Vicente e Sonia Cosentino são casados, ministros da Eucaristia, freqüentadores da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, na Usina – Rio de Janeiro. Vicente pratica a atividade há oito anos, enquanto a esposa praticou por três até se sentir chamada para outras atividades dentro da comunidade católica.
Vicente Cosentino é ministro da eucaristia há oito anos, membro da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, na Usina. Ao lado de sua esposa, Sonia, participa ainda da pastoral do Batismo, ministrando um curso preparatório para esse sacramento, o casal dá, ainda, palestras para o grupo de Crisma, encontro de casais e grupos de jovens.

Os ministros da eucaristia são pessoas escolhidas pelo padre por serem de sua confiança, por estarem sempre presentes nas missas, por serem atuantes na comunidade católica. Após essa indicação, é necessário ir à Arquidiocese e fazer um curso, que é lecionado por um padre episcopal. Trata-se de um curso ministrado com base teórica, através de palestras, mas a prática, segundo eles, só é adquirida na hora de levar a Eucaristia.

A importância dos ministros é, justamente, levar a eucaristia até aquelas pessoas que não podem comparecer à igreja. “Atuamos junto a pessoas que não podem comparecer aos atos religiosos e também em hospitais. Não podemos confundir, porém, atividade dos ministros junto aos doentes com a atividade desenvolvida pela pastoral da saúde. A atuação do ministro da eucaristia, qualquer que seja, deve ser primeiro para fora da igreja. O que importa é a necessidade de receber a eucaristia, independentemente da classe social”, diz Vicente. Essa atuação fora da igreja, da qual fala Vicente, algumas vezes cria situações singulares como a dos velhinhos portugueses que são lembrados com muito carinho por Sonia: “Durante algum tempo Vicente e eu levamos a comunhão para um casal de velhinhos portugueses. Eles ficavam na janela esperando que a gente chegasse. Queriam sempre conversar conosco. Mas é claro que esperavam ansiosamente pela comunhão, ficavam contritos naquele momento, naquele rito. ”A aproximação junto aos fiéis é muito saudável, como mostra Vicente: “Eu, particularmente, procuro tornar-me o mais próximo possível dos fiéis, chamando-os pelo nome, por exemplo. Isso é muito importante. No momento da eucaristia, não sou eu quem está ali. Nesse momento sou um profeta de Cristo. “

Hoje, Sonia não é mais ministro da eucaristia. Sente que Deus a está chamando para outras atividades e ela não conseguiria desempenhar várias atividades ao mesmo tempo, com a mesma qualidade. Preferiu, então, dedicar seu tempo à orientação espiritual e ao curso de Teologia que cursa na PUC-Rio. Sonia Cosentino lembra que algumas vezes sentia um pouco de machismo em relação às “ministras”: “Normalmente, no caso de levar a comunhão para pessoas doentes, a mulher é escolhida para essa tarefa. Acredito que aí exista um pouco de machismo. Geralmente é necessário levar a comunhão no meio da semana e há uma idéia de que a mulher tem mais tempo pra isso.” De fato, algumas dificuldades ainda se apresentam em relação à atividade dos ministros. Talvez por desconhecimento de que o ministro da eucaristia é um auxiliar do padre, que, na sua ausência, preside a celebração da palavra e distribui a eucaristia. Alguns fiéis preferem, por exemplo, não receber a hóstia das mãos do ministro. Mas isso, com certeza, são coisas muito pequenas diante da possibilidade de servir ao irmão: “O ministro é muito importante, pois a palavra ministro quer dizer serviço. Nós não estamos aqui para ser notados como pessoas especiais, e sim como pessoas que estão a serviço da assembléia de fiéis. Não temos que servir o padre, e sim toda a comunidade.”


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