Jesus Cristo

João Batista, o primo de Jesus

O nascimento de João Batista é cercado de episódios reveladores da especialidade daquele que seria o precursor do Messias.  Sua mãe, Isabel, já avançada em idade era considerada estéril; seu pai, também entrado em anos, era sacerdote e duvidou da mensagem do anjo que anunciava a gravidez da esposa e, por duvidar, ficou mudo até o nascimento do menino.  Por fim, o nome dado à criança surpreendeu a todos, por ser um nome não usual na família, mas Zacarias insiste no mesmo e, assim, volta a falar. 

Ainda no ventre da mãe, João reconhece a presença do Menino quando Isabel recebe a visita de Maria.  Desde sempre os destinos dos dois meninos estarão ligados: o batista e o cordeiro de Deus, primos, companheiros de uma mesma missão.

Os evangelhos nos narram o episódio do Batismo de Jesus como o primeiro encontro de Jesus de Nazaré com João Batista, quando ambos já estão em idade adulta. Certamente, porém, não era o primeiro encontro entre aqueles que eram primos.  Ambos foram gerados a partir da revelação da possibilidade diante do impossível: um, filho de uma virgem; outro, de uma que já se considerava estéril. 
 
O primeiro encontro, ainda no útero materno, foi um transbordamento de alegria e louvor.  Suas mães eram portadoras de um mistério e, cúmplices, fizeram de seus corpos instrumentos da revelação de Deus à humanidade.  A gestação de ambas seguiu um ritmo paralelo, próximo.  Juntas, foram descobrindo, aos poucos, a grandeza da maternidade, a entrega de suas vidas ao Senhor.  Maria, já portadora do Filho de Deus, foi visitar sua prima Isabel e, conta a história, a serviu durante sua gravidez.  Manifestava-se na Mãe, o serviço do Filho aos homens e mulheres.  Isabel, portadora do Precursor, no primeiro momento daquele reencontro entre as duas primas, anunciou – como mais tarde seu filho o faria – que naquela jovem que chegava estava sendo gerado o Messias: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!” (Lc 1, 42).
 
Certamente outros encontros familiares se seguiram àquele primeiro.  Brincadeiras de infância, cerimônias, descobertas...  Anos se passaram até que nas águas do rio Jordão os primos voltaram a se encontrar.  O homem João, após longo período de isolamento no deserto onde vivia uma vida penitências e oração, seguia sua vocação de profeta, e anunciava que o Messias viria.  Batizava nas águas do rio, simbolizando desde já o caminho para o encontro da humanidade com Deus: conversão – misericórdia – amor - serviço. O homem Jesus que chegou às margens do rio queria ser batizado por João porque estava prestes a abraçar aquele mesmo caminho que o primo anunciava.  E, cúmplices do Mistério como suas mães, vêem o céu se abrir e o Espírito do Senhor se manifestar na forma de uma pomba e escutam o próprio Deus falar: “Tu és meu Filho amado, em ti está o meu agrado” (Mc 1, 11).
 
Água e Espírito se apresentam como sinais de conversão.  Um lava, o outro restaura.  A água tem sua natureza ligada à geração e à manutenção da vida humana.  Simboliza a purificação, o renascimento.  O Espírito salva, redime, fortalece, torna divino o que é humano.  João batizava com a água. Era o batismo simbólico do Precursor, cuja liturgia até hoje celebramos.  Dizia que depois dele viria um outro – Jesus – que nos batizaria no Espírito. Era o anúncio do maior dos profetas, de que a salvação era chegada através do Espírito de Deus manifestado em Jesus Cristo, que revelaria com sua vida o caminho para Deus: conversão – misericórdia – amor – serviço.  O mesmo caminho anunciado por João Batista. Era Deus revelado àqueles homens que a própria vida uniu por laços familiares e por ideais. 
 
Que possamos também nós seguir este caminho que João Batista e Jesus de Nazaré nos anunciaram.  Só assim, estaremos vivendo em plenitude nossa condição de batizados e batizadas, membros do povo de Deus. 

Texto para oração: Lc 1, 57-66.80

por Gilda Carvalho
gilda@dctch.puc-rio.br

 

 


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