Jesus Cristo

Aquele que se humilha, encontra a misericórdia

Mais uma parábola contou-lhes, Jesus.  Dois homens foram ao templo para rezar.  Um era fariseu, temente a Deus e praticante rigoroso da religião.  O outro, cobrador de impostos, um pecador.  No templo, o fariseu apresentou-se diante do Senhor e pôs-se a agradecer porque não era como os demais homens, todos ladrões, desonestos... muito menos era como o publicano que ali se achava ao seu lado.  Ele não!  O fariseu praticava jejum, dava o dízimo ao templo, enfim, cumpria todos os preceitos e por isso era muito melhor que os demais homens.  O cobrador de impostos, contudo, mal se atrevia a levantar os olhos e pedia a Deus piedade porque se sabia pecador e, por sua humildade, alcançou a misericórdia de Deus, retornando à sua casa justificado.

Em vários episódios Jesus vai nos falar sobre humildade, simplicidade: sejamos simples como as pombas... felizes os simples ou puros de coração... a mão esquerda não saiba o que fez a direita... quando rezares entra no silêncio de teu quarto escuro...quando chegares em um banquete, procure os últimos lugares... enfim, inúmeras vezes o Mestre nos advertirá sobre o perigo do orgulho e da auto-elevação.

Podemos dizer que há duas formas diferentes de orgulho.  Uma a daquele que se sabe capaz ou bom e que se orgulha disso, sem crédito nenhum dar a Deus – é assim porque luta muito, porque trabalha muito, porque se faz sozinho; Deus não existe ou se existe, o que lhe dá é muito pouco.  Outra a daquele que sabe que tudo o que é e possui é dom de Deus e, por ter essa visão, e por ocupar lugar de destaque dentro de um grupo religioso ou social impõe-se uma falsa modéstia, ou uma falsa humildade, que pretende esconder um ou preconceito com aqueles a quem considera pecadores ou não tão bons, ou um desejo interior de dominação e de perpetuar-se em uma determinada posição privilegiada.  Ambos entristecem a Deus. 

Ambos não conseguem alcançar a dimensão da misericórdia que o Senhor oferece àqueles que se reconhecem pecadores e que ao Pai se dirigem pedindo perdão desejosos de recomeçar um novo dia, ainda que saibam que cairão novamente em pecado.  O Senhor nos quer orgulhosos de nossas condições de Filho de Deus, nos quer firmes para que ninguém vilipendie nossas conquistas e nossas missões.  O Senhor é alguém que caminha conosco e nos cumula com suas graças para que através delas possamos revelá-Lo à humanidade.  Não é, pois, propriedade individual que só a um atende.  É o Pai de todos, o Pai-nosso que Jesus nos ensina e que a todos se dá.

Inspirados em São Paulo, desejemos sermos cada vez menores para que Jesus se faça cada vez maior em nós, para que Deus viva cada vez mais em nossos corações.  Essa é a maior exaltação que possamos desejar: um Deus que quer viver em nós!

Texto para sua oração: Lc 18, 9-14



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