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"O tráfico de pessoas é um flagelo aberrante e escravidão moderna", denuncia Papa Francisco

Publicado em 31/7/2017 por: Giacomo Galeazzi, publicada por Vatican Insider

Advertência do Papa Francisco contra a exploração do trabalho e sexual e contra o tráfico de órgãos: “Rezemos juntos à Virgem Maria para que ela sustente as vítimas do tráfico de pessoas e converta os corações dos traficantes”. Durante o Angelus deste domingo, 30 de julho, recordou que se celebra o Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas promovido pelas Nações Unidas. “Todos os anos, milhares de homens, mulheres e crianças são vítimas inocentes da exploração trabalhista e sexual e do tráfico de órgãos – afirmou Francisco. E parece que estamos de tal maneira habituados a isso que o consideramos uma coisa normal. Isto é feio, é cruel, é criminoso. Quero recordar o empenho de todos para que este ‘flagelo aberrante da escravidão moderna’, seja adequadamente combatido”. Ao final do seu apelo, o Pontífice recitou com os fiéis uma Ave-Maria. E a todos os que se encontravam reunidos na Praça de São Pedro propôs a “alegria do Evangelho”, que “enche o coração e a vida de todos aqueles que se encontram com Jesus”. Efetivamente, “aqueles que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo sempre nasce e renasce a alegria”. O Reino de Deus requer “dinamismo, busca e sacrifício”.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada por Vatican Insider, 30-07-2017. A tradução é de André Langer.

Antes da oração mariana, o Papa Francisco comentou o discurso parabólico de Jesus, que reúne “sete parábolas no capítulo 13 do Evangelho de Mateus” e comentou “as três semelhanças das parábolas de hoje: o tesouro escondido, a pérola preciosa e a rede de pesca”. O Papa refletiu sobre as primeiras duas, que “sublinham a decisão dos protagonistas de venderem tudo para conseguir aquilo que descobriram”. No primeiro caso, explicou, “trata-se de um agricultor que, acidentalmente, se depara com um tesouro escondido no campo onde estava trabalhando e, visto que o campo não era de sua propriedade, decide arriscar todos os seus bens para comprar o campo e não perder aquela ocasião realmente excepcional; e no segundo caso, é um negociante de pérolas preciosas que, como bom conhecedor, identifica uma pérola de grande valor e, ele também, decide apostar tudo naquela pérola, a ponto de vender todas as outras”.

Estas semelhanças, segundo Francisco, ressaltam duas características sobre a posse do Reino de Deus: a busca e o sacrifício. “O Reino de Deus é oferecido a todos, mas não é disponibilizado numa bandeja de prata; é preciso um dinamismo: trata-se de procurar, caminhar, empenhar-se – disse Jorge Mario Bergoglio. A atitude da busca é a condição essencial para encontrar; é necessário que o coração se abrase com o desejo de alcançar o bem precioso, ou seja, o Reino de Deus, que se faz presente na pessoa de Jesus. Ele é o tesouro escondido, Ele é a pérola de grande valor. Ele é a descoberta fundamental, que pode dar um impacto decisivo à nossa vida, enchendo-a de significado”.

Diante dessa descoberta inesperada, “tanto o agricultor como o negociante percebem que têm diante de si uma oportunidade única que não devem perder, e, portanto, eles vendem tudo o que possuem”. Então, “a avaliação do valor inestimável do tesouro leva os dois a uma decisão que também envolve sacrifício, desprendimentos e renúncias”. E Francisco prosseguiu: “Quando o tesouro e a pérola foram descobertos, isto é, quando encontramos o Senhor, não se deve deixar estéril esta descoberta, mas sacrificar por ela qualquer outra coisa. A graça em primeiro lugar. O discípulo de Cristo não é alguém que se privou de algo essencial; é alguém que encontrou muito mais; encontrou a alegria plena que só o Senhor pode dar. É a alegria evangélica dos doentes curados, dos pecadores perdoados, do ladrão a quem se abre a porta do paraíso”.

Hoje, recordou o Pontífice, “somos exortados a contemplar a alegria do agricultor e do negociante das parábolas. É a alegria de cada um de nós quando descobrimos a proximidade e a presença consoladora de Jesus na nossa vida”. Uma presença que “transforma o coração e nos abre às necessidades e ao acolhimento dos irmãos, especialmente dos mais fracos”. Por isso, o Papa convidou os fiéis para pedir a intercessão da Virgem Maria, para que cada um de nós “saiba testemunhar, com as palavras e os gestos de cada dia, a alegria de ter encontrado o tesouro do Reino de Deus, isto é, o amor que o Pai nos deu mediante o seu Filho Jesus”.

Depois do Angelus, Francisco saudou a “todos os peregrinos que vêm da Itália e de diferentes países, em particular as Irmãs Murialdinas de São José, as noviças das Irmãs de Maria Auxiliadora, os acólitos de várias paróquias italianas e o Clube Italiano de Hockey Feminino de Buenos Aires”.

Como de costume, desejou a todas e todos um bom domingo, um bom almoço e pediu orações por ele.

Giacomo Galeazzi, publicada por Vatican Insider

Instituto Humanitas Unisinos