Canudinhos de plástico são banidos no Rio de Janeiro

Publicado em 11/7/2018 por: Leonardo Borges

Nova lei obriga que bares e restaurantes usem canudos de material biodegradáveis ou recicláveis

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sancionou a lei que estabelece a obrigatoriedade do uso de canudos feitos com material ecologicamente correto nos estabelecimentos comerciais da cidade (como bares, restaurantes e quiosques). Assim, o município do Rio de Janeiro se torna a primeira cidade brasileira a proibir seu uso.

A lei obriga estabelecimentos comerciais a usar canudos de papel biodegradável. Os que forem recicláveis, de forma individual, também serão permitidos. De acordo com a nova lei, quem descumprir a determinação será multado em R$ 3 mil, valor que será dobrado em caso de reincidência.

Trata-se de uma vitória da rede de mobilização urbana Meu Rio que criou uma petição virtual para pressionar os vereadores a votar a favor do projeto. A petição recebeu mais de 15.000 assinaturas de cariocas que se mobilizaram pelo fim dos canudos de plástico na cidade.

A lei aprovada nas duas discussões na Câmara de Vereadores do Rio foi sancionada pelo prefeito Marcelo Crivella no início de julho deste ano e publicada no Diário Oficial da cidade.

Cabe lembrar que a lei proíbe somente os canudos de plástico, abrindo espaço para os biodegradáveis e os fabricados de materiais sustentáveis.

O grande problema dos canudos plásticos

Lixo plástico mais comum nas praias do Brasil e respondendo por 4% do lixo plástico mundial, os canudos plásticos foram o 7º item mais coletado nos oceanos em todo o mundo em 2017, de acordo com a ONG Ocean Conservancy.

Para se ter uma ideia, somente nos Estados Unidos são usados e descartados diariamente cerca de 500 milhões de canudos. Esse número daria para encher 46.400 ônibus escolares de plástico ou dar duas voltas e meia no planeta por dia só de canudos.

Segundo estatísticas, a vida útil de um canudo é de, em média, quatro minutos – tempo suficiente para você terminar sua bebida. Só que, feitos normalmente de polipropileno ou poliestireno, materiais que não são biodegradáveis, eles demoram até 100 anos para se decompor na natureza. Além disso, podem ser carregados pela chuva para mares e rios, impactando toda a fauna aquática.

O canudo de plástico também é fonte de formação de microplástico, partículas quase invisíveis que são prejudiciais à biodiversidade aquática e marinha e ao ser humano.

Com informações: Meu Rio e O Globo

Leonardo Borges, AUTOSSUSTENTÁVEL http://autossustentavel.com/