Santo do Dia

Santo Inácio de Azevedo e Companheiros (1527-1570)

Inácio de Azevedo era filho de uma família de nobres portugueses e foi educado na Universidade de Coimbra. A vocação religiosa, descoberta na juventude, fez com que ele trocasse o conforto da casa paterna pelo desejo de tornar-se missionário em novas terras. Assim, aos 22 anos, Inácio entra para a Companhia de Jesus, onde exerceu os cargos de reitor de um colégio em Lisboa e de vice-provincial de Braga.

O desejo de novos desafios, fez com que ele fosse designado para realizar a inspeção das missões no Brasil, país novo e cuja evangelização era realizada por jesuítas do calibre de Anchieta e Nóbrega.

Assim, durante dois anos, Inácio trabalhou com afinco e, ao final, apresentou seu relatório ao padre geral, Francisco de Borja, que consentiu em implementar novas missões no Brasil e designou Inácio para fazê-lo. O jesuíta, então, recrutou 87 companheiros e organizou a viajem, iniciada em 1570, quando o grupo partiu para o Brasil, dividido em três navios.

Próximo às Ilhas Canárias, a nau onde estavam Inácio de Azevedo e mais 39 jesuítas parou esperando melhores ventos, enquanto os outros dois navios seguiram viajem. O barco foi atacado por um pirata anglicano que, ao reconhecer os jesuítas, ordenou o martírio de todos. Assim, um a um, foram degolados e jogados ao mar. Antes de morrer, todos beijavam um quadro com a figura da Virgem Maria e entregavam suas almas ao Senhor.

O único sobrevivente do martírio foi o cozinheiro do barco, que guardou com carinho o quadro e pode, mais tarde, contar com detalhes a tragédia. Esse quadro existe ainda hoje e está em exposição no Museu de Anchieta, no Páteo do Colégio, no centro histórico da Cidade de São Paulo.

Santificando minha vida:

Inácio de Azevedo não pode concluir o trabalho ao qual se entregou com dedicação e afinco. Porém, sua história nos deixa a certeza de que o zelo pelo Evangelho pode nos levar a caminhos extraordinários. Como me deixo conduzir por Deus? Entrego-me totalmente em Suas mãos?