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Pílulas Espirituais - 20/fevereiro

Publicado em 20/2/2019 por: Pe. Pedro Magalhães Guimarães Ferreira S.J.

29.« Devemos explicar às pessoas que o importante não é o dinheiro que dão, mas o ato de dar.” (Santa Teresa de Calcutá)

30.“O amor de Deus ocupa o primeiro lugar na ordem do preceito, mas o amor do próximo ocupa o primeiro lugar na ordem da execução. Pois quem te deu esse duplo preceito do amor não podia ordena-te amar primeiro ao próximo e depois a Deus, mas primeiro a Deus e depois ao próximo. Entretanto, tu que ainda não vês a Deus, merecerás vê-lo se amas o próximo; amando-o, purificarás teu olhar para veres a Deus, como afirma expressamente São João”. (Santo Agostinho, Tratado sobre o Evangelho de São João, Liturgia das Horas, 2ª. Leitura do dia 3 de janeiro).

31.“O amor torna iguais aqueles que se amam. ‘Quem está enfermo sem que eu também esteja?’, dizia São Paulo, que também dizia: ‘Quem é pobre sem que eu seja pobre?’, pois o amor o fazia ser tal como aqueles que ele amava. Se voce ama os pobres, seja verdadeiramente participante da sua pobreza e pobre como eles. Se voce ama os pobres, ponha-se com frequência entre eles, tenha prazer em vê-los na sua casa e ter suas visitas na sua casa, converse de boa vontade com eles, esteja bem à vontade quando eles se aproximam de voce nas igrejas, nas ruas e em toda parte. Seja pobre [parco] ao falar com eles, falando com eles como compranheiro, mas seja rico com as mãos, repartindo com eles seus bens […]. Quer fazer ainda mais? Não se contente de ser pobre como os pobres, mas seja mais pobre que os pobres. Mas como assim? […] torne-se o servo dos pobres, vai serví-los nos seus leitos quando estão doentes” (São Francisco de Sales, Introduction à la vie dévote, 3a. Parte, Cap. XIV).

32.« … o amor a Deus é a causa e a razão do amor ao próximo ; portanto o amor a Deus é incluido no amor ao próximo como causa no efeito e o amor ao próximo está incluido no amor a Deus como efeito na causa. […] Comparando estes dois movimentos, […] o amor a Deus é mais importante que o amor ao próximo, a saber, quanto ao objeto, que é mais apropriado para ser amado e quanto à vontade, pois o amor a Deus é mais intenso e mais prontamente a pessoa se apega a Deus do que ao próximo. Portanto o amor a Deus é melhor e mais meritório que o amor ao próximo a não ser que o amor ao próximo leve a um maior amor a Deus do que aquele que leve imediatamente a Deus ; e isto acontece às vezes, mas não sempre, porque mesmo um mínimo amor a Deus é suficiente para que ele se extenda a um afeto ao próximo. » (São Tomás de Aquino, Super Sent., lib. 3, d. 30, q. 1, a. 4, co.)

Pe. Pedro M. Guimarães Ferreira S.J.