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Pílulas Espirituais - 17/abril

Publicado em 22/4/2019 por: Pe. Pedro Magalhães Guimarães Ferreira S.J.

62.“A contemplação não é outra coisa que uma infusão secreta, pacífica e amorosa de Deus”. (São João da Cruz, Noche Oscura, libro 1, cap. 6)

63.“Em suma, quer se trate de contemplação adquirida ou infusa, de contemplaçao especulativa ou experimental, [...] o segredo para bem contemplar é amar muito”. (Dictionnaire de Spiritualité, tomme II-I, col. 744)

64.“O contemplativo ocupa-se e se alimenta exclusivamente de Deus. [...]. Seu espírito se concentra na consideração dos mistérios divinos. [...]. Nada [...] lhe contenta senão o que lhe fala de Deus [...]” (Idem, col. 746)

65.“[...] na contemplação da verdade ocorre a máxima deleitação. E a contemplação da verdade mitiga a dor e a tristeza. E isto tanto mais perfeitamente, quanto mais a pessoa ama a sabedoria. Como consequência, na contemplação divina e da glória futura a pessoa goza [até] nas tribulações”. (São Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I-II, q. 38, a. 4, in co.)

66.“A verdadeira contemplação, uma verdadeira experiência religiosa dissolve a fortaleza do “eu” [...]. Ela olha as coisas de um ponto de vista de pefeita simplicidade. [...] se voce atingir esta simplicidade, mesmo que seja uma só vez, será suficiente para toda a vida. [...] Não haverá nada mais a provar, nada a atingir, voce já está “lá” [...] trata-se de uma surpeendente experiência de Deus. As pessoas ficam usualmente surpresas que as duas experiências coincidem: quando conhecemos Deus, parece que passamos a nos conhecer [muito melhor] e aceitamos a nossa humanidade; e quando, por outro lado, nos encontramos com nós mesmos em nível profundo, nós também encontramos Deus.” (Richard Rohr, Everything belongs - The gift of contemplative prayer. Crossroad, 2003, p. 88).

Pe. Pedro M. Guimarães Ferreira S.J.