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Pílulas Espirituais - 01/maio

Publicado em 2/5/2019 por: Pe. Pedro Magalhães Guimarães Ferreira S.J.

73.« Santa Teresa de Ávila nos lembra a natureza da Oração de Quietude. Este « começo de todas as bênçãos » e o «penhor de grandes coisas que virão» é com certeza o primeiro gosto da oração mística. Porque, ainda que seja possível que a contemplação infusa possa começar naquela aridez da Noite dos Sentidos, na qual a presença de Deus não é sentida, entretanto a Oração de Quietude absorve a alma num estado de recolhimento passivo e inunda todo o ser com uma indescritível paz interior, que jorra de um íntimo sentido da Presença de Deus. O lado sombrio da alma é tocado de repente com a luz do céu. Com a claridade de Deus, a alma desperta para uma nova vida, descobre-se um ser diferente, permanece numa alegria [antes] desconhecida » (Thomas Merton, The Ascent to Truth. Harcourt, Brace : New York, 1951, p. 218)

74.“Santa Teresa de Ávila dizia que quando Deus a admitiu à contemplação, todas as suas dificuldades desapareceram imediatamente e ela passou a exerimentar uma forte atração por todos os atos de virtude com maravilhosos prazer e doçura.” (Thomas Merton, The Ascent to Truth. Harcourt, Brace : New York, 1951, p. 40)

75.“Se nós fôssemos possuídos por Deus, poderíamos permacer todo o tempo em oração. Acontece [com a maioria de nós] que às vezes somos acometidos de alguma paixão ou ressentimento ou vexação da mente que nós dificilmente pensamos em outra coisa. Se tivéssemos uma terna devoção ao Senhor no Santíssimo Sacramento do altar, poderíamos pensar nele mais de mil vezes ao dia.” (Thomas Merton, The Ascent to Truth. Harcourt, Brace : New York, 1951, p. 41)

76.“… nas almas mais puras a contemplação facilmente pode durar continumante vários dias, mesmo no meio das mais diversas atividades. Na vida eterna, o primeiro ato feito pela alma na visão beatífica durará toda a eternidade, sem saciedade ou fadiga, Deus sempre o mesmo e sempre diferente. Nesta vida a contemplação é uma participação do estado da glória.” (Idem, p. 42)

77.“Santa Teresa de Ávila depois da oração costumava dizer que ela vinha de um mundo incomperavelmente mais vasto e belo que mil mundos como o nosso. [...]. Na contemplação uma alma pura descobre sem trabalho [...] verdades que a levam ao êxtase”. (Idem, ibidem)

78.“[...] com a contemplação faremos mais bem espritual para nós mesmos em um mês do que, sem ela, faríamos em dez anos”. (Idem, p. 43)

Pe. Pedro M. Guimarães Ferreira S.J.