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Pílulas Espirituais - 22/maio

Publicado em 22/5/2019 por: Pe. Pedro Magalhães Guimarães Ferreira S.J.

91.“Manda e ordena o que quiseres, mas sana e abre meus ouvidos para ouvir tuas palavras; sana e abre meus olhos para enxergar os teus acenos. Afasta de mim a ignorância para que eu te reconheça. [...]. Suplico-te: recebe teu fugitivo, [...]; já sofri muito; já servi demais aos teus inimigos, [...]; por muito tempo fui ludibriado por falácias. [...]. Abra-se tua porta para mim, que estou batendo. Ensina-me como chegar a Ti. Nada mais tenho que a vontade. Nada mais sei senão que se deve desprezar as coisas passageiras e transitórias e procurar o que é certo e eterno”. (Santo Agostinho, Solilóquios. Paulus: São Paulo, 1998, Livro I, Capítulo I, n. 5, p. 19)

92.« Deus é mãe ? A Bíblia compara o amor de Deus ao de uma mãe. ‘Como uma mãe que conforta seu filho, Eu vos confortarei’ (Is 66, 13). ‘Pode uma mãe esquecer o filho que amamenta, não ter compaixão do filho do seu útero ? Mesmo que ela se esquecer do filho, Eu nunca vos esquecerei’ (Is 49, 15). O mistério do amor maternal é expresso com força especial na carta aos Hebreus através da palavra « rahamin ». Etimologicamente, esta palavra significa útero, mas que depois passou a ser usada usada para exprimir a compaixão de Deus pelo homem, a misericórdia divina. » (Joseph Ratzinger, Jesus of Nazareth. Random House, Inc. Kindle Edition, loc. 2014)

93.« Somente dentro do « nós » dos discípulos, podemos chamar Deus de Pai, porque somente na comunhão com Jesus Cristo nós nos tornamos verdadeiramente filhos de Deus. » (Idem, loc. 2133)

94.“Neste sentido, a oração do Pai nosso é ao mesmo tempo uma oração pessoal e absolutamente eclesial. Rezando o Pai nosso, nós o fazemos com todo o nosso coração e em comunhão com toda a família de Deus, com os vivos e mortos, com os homens de todas as condições, culturas e raças. O Pai nosso transpõe todas as fronteiras e nos torna uma só família”. (Idem, ibidem)

95.“Este é o caminho, caríssimos, onde encontramos nossa salvação: Jesus Cristo, pontífice de nossas oferendas, nosso defensor e arrimo nas fraquezas. Por ele nossos olhos se voltam para as alturas dos céus; por ele contemplamos, como num espelho, o rosto puríssimo e sublime de Deus; por ele abrem-se os olhos de nosso coração; por ele a nossa inteligência, insensata e obscurecida, desabrocha para a luz; por ele quis o Senhor fazer-nos saborear a ciência imortal, [...] O forte proteja o fraco [...]; o rico seja generoso para com o pobre e o pobre agradeça a Deus por ter dado alguém que o ajude na pobreza. O sábio manifeste sua sabedoria não por palavras, mas por boas obras; o humilde não dê testemunho de si mesmo, mas deixe que outro o faça. Quem é casto de corpo não se vanglorie, sabendo que é Deus quem lhe dá o dom da continência”. (São Clemente I, papa, (Séc. I), Carta aos Coríntios, apud Liturgia das Horas, 2ª. leitura da 6ª. feira da 4ª. semana da Páscoa).

Pe. Pedro M. Guimarães Ferreira S.J.